O que muda à medida que envelhece

Com o passar dos anos, a perceção, capacidade de resposta e atenção tendem a decair na resposta às necessidades de condução. Por esse motivo, os condutores seniores apresentam uma condução mais defensiva, e esta pode ser confundida com a perda de capacidades.

Fique a saber com este artigo o que muda, na sua condução, à medida que envelhece.

Visão

Cerca de 90% da percepção humana é obtida pela visão. A sua perda representa um risco para a condução. É importante efetuar um exame de rotina e, a partir dos 50 anos, deve visitar o oftalmologista de 2 em 2 anos.

Audição

A audição começa a deteriorar-se a partir dos 30 anos e é mais frequente após os 40 anos. Após os 50 anos deve verificar a sua audição de três em três anos, especialmente se tem dificuldades em perceber as palavras ou em acompanhar uma conversa com ruído de fundo constante.

Capacidades motoras

Muitas vezes os condutores seniores circulam com o volante muito junto ao corpo, mas essa não é, necessariamente, a posição correta de condução. O ajuste correto do banco do condutor é essencial para adaptar a sua mobilidade aos comandos do carro. O ideal é que se sinta no controlo das operações. Para melhorar a sua mobilidade pode recorrer a exercícios físicos específicos.

Distrações

O desempenho mental perde eficácia após os 65 anos, sobretudo em momentos em que é exigida velocidade de memória. Os condutores não se devem focar em distrações como o telemóvel ou o rádio quando estão a conduzir. É uma questão de prioridades.

Acidentes

Na maior parte dos casos, as ultrapassagens perigosas e o excesso de velocidade não são frequentes nos condutores mais experientes. Assim, verifica-se que os condutores seniores têm mais acidentes em cruzamentos.

Independência e Mobilidade

O relatório “Older Drivers 2015”, da Comissão Europeia, indica que cerca de 90% dos condutores seniores afirmam que deixar de conduzir restringiria a sua independência e mobilidade.

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