O que muda à medida que envelhece – 6 de Novembro

09/11/2020

Com o passar dos anos, a perceção, capacidade de resposta e atenção tendem a decair na
resposta às necessidades de condução. Por esse motivo, os condutores seniores
apresentam uma condução mais defensiva, e esta pode ser confundida com a perda de
capacidades.
Fique a saber com este artigo o que muda, na sua condução, à medida que envelhece.

Visão
Cerca de 90% da percepção humana é obtida pela visão. A sua perda representa um risco
para a condução. É importante efetuar um exame de rotina e, a partir dos 50 anos, deve
visitar o oftalmologista de 2 em 2 anos.
A audição começa a deteriorar-se a partir dos 30 anos e é mais frequente após os 40 anos.

Audição
Após os 50 anos deve verificar a sua audição de três em três anos, especialmente se tem
dificuldades em perceber as palavras ou em acompanhar uma conversa com ruído de fundo
constante.

Capacidades motoras
Muitas vezes os condutores seniores circulam com o volante muito junto ao corpo, mas
essa não é, necessariamente, a posição correta de condução.
O ajuste correto do banco do condutor é essencial para adaptar a sua mobilidade aos
comandos do carro. O ideal é que se sinta no controlo das operações. Para melhorar a sua
mobilidade pode recorrer a exercícios físicos específicos.

Distrações
O desempenho mental perde eficácia após os 65 anos, sobretudo em momentos em que é
exigida velocidade de memória.
Os condutores não se devem focar em distrações como o telemóvel ou o rádio quando
estão a conduzir. É uma questão de prioridades.

Acidentes
Na maior parte dos casos, as ultrapassagens perigosas e o excesso de velocidade não são
frequentes nos condutores mais experientes. Assim, verifica-se que os condutores seniores
têm mais acidentes em cruzamentos.
Independência e Mobilidade

O relatório “Older Drivers 2015”, da Comissão Europeia, indica que cerca de 90% dos
condutores seniores afirmam que deixar de conduzir restringiria a sua independência e
mobilidade.